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9 de set. de 2016

25 Fotos fora do comum que te surpreenderão

Imagens de arquivo têm grande valor. Diante delas, podemos ver o quanto a história é fascinante. Ver essas fotos é entender um pouco do mundo de hoje. O Incrivel.club traz fotografias que te mostram uma realidade difícil de acreditar.
É o ano de 1947 na colônia britânica de Zanzibar, na costa oriental africana. Uma cansada babá posa ao lado de Farrokh Bulsara, o menino de quem ela cuida. 25 anos mais tarde, esse menino viria a ser conhecido pelo pseudônimo de...Freddie Mercury.

Foto de 1905, colorizada por Dana Keller, de um índio da tribo Sioux, de nativos dos Estados Unidos, a cavalo.

Uma gigantesca operação para transladar um prédio residencial inteiro de 7600 toneladas, para dar lugar a uma avenida em Alba Iulia, Romênia.

Claude Monet posando diante de duas de suas obras. Ano de 1923
(Colorização por Dana Keller)

Os Beatles tocando para um público de apenas 18 pessoas num pequeno clube de Aldershot (Inglaterrra). Eles só ficariam famosos um ano e meio depois disso. Você gostaria de estar nesse show?
Marilyn Monroe posa para soldados. É o ano de 1954
(Colorização por Diana Keller)

Foto de 1922 mostrando o ’lacre’ da entrada da tumba de Tutankhamon,
que permaneceu intocada por 3245 anos.


Soldados na Páscoa de 1944, durante a Segunda Guerra Mundial.
Na tábua se lê: ’Ovos de Páscoa para Hitler’, e nas bombas, ’Feliz Páscoa, Adolph’

Refeitório para funcionários da Disney, 1961


Sophia Loren e Jayne Mansfield, 1957

Um garoto vendendo jornais em 1912, que trazem a notícia: «Desastre do Titanic! Grande perda de vidas!». (Colorização por Dana Keller)

Um operário carregando um avião da PanAm com o primeiro disco rígido da história (sim, essa caixona), cuja capacidade era apenas 5MB, em 1965.

A Madison Square, em Nova York na década de 1900. (Colorização por Sanna Dulla Way)

A catástrofe do dirigível Hindenburg, em 1937. (Colorização anônima)

A primeira teleobjetiva do mundo, em 1900.

Entregadoras de gelo em 1918. (Colorização por Dana Keller)

’Boca de fumo’ de ópio na então empobrecida Cingapura, 1941.

Acidente de trânsito em Washington, 1921. (Colorização anônima).

Simulador de voo, 1942.

Vendedores de jornais fazendo uma pausa para fumar.
(Colorização anônima)


Funcionários da Fiat participam, em 1923, de uma corrida na laje
da primeira fábrica da companhia em Turim, Itália.

Morador de rua pede esmolas aos cocheiros do rei George V, 1920.

Oficina mecânica em Washington, 1924. (Colorização anônima).

Moças lutando boxe na laje, 1930.

Murphy testa um colete à prova de balas, 1923. (Colorização anônima)

Uma piscina móvel em Nova York, 1960.

Steven Spielberg durante a primeira filmagem de ’Indiana Jones’, 1980.

1 de set. de 2016

Opositores venezuelanos protestam contra Maduro nas ruas de Caracas

Decisão judicial restringe protestos diante da Conselho Nacional Eleitoral.
Capriles convocou manifestações diante de tribunais de 20 cidades.




A oposição venezuelana protestava nesta quarta-feira (25) nas ruas, no âmbito de sua estratégia de pressão por um referendo revogatório contra o presidente Nicolás Maduro, colocando mais uma vez à prova seu poder de convocação em meio a um crescente mal-estar social.

Acolhendo um chamado do ex-candidato à presidência Henrique Capriles, 300 opositores se concentravam diante de um tribunal do leste de Caracas para rejeitar uma decisão judicial que restringe os protestos diante das sedes do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), que deve definir a questão do referendo revogatório.

Capriles convocou manifestações diante dos tribunais em 20 cidades. Na capital, policiais e militares com equipamentos antimotins aumentaram sua presença em duas vias de acesso ao Tribunal Supremo de Justiça (TSJ).Achar que os protestos podem ser calados com sentenças judiciais é tolice", disse à AFP o secretário-executivo da coalizão Mesa da Unidade Democrática (MUD), Jesús Torrealba, durante a concentração em Caracas.

O tribunal diante do qual esta mobilização ocorria ordenou às forças de segurança que protejam as instalações do CNE de "protestos não autorizados", ao decidir a favor de um recurso de funcionários desta entidade que, segundo a oposição, é controlada pelo governo.

Segurando uma grande bandeira da Venezuela, os manifestantes exibiam cartazes com mensagens que denunciam a grave escassez de alimentos e remédios.

Passeatas bloqueadas
Em maio, os partidários da MUD - que tem maioria no Parlamento - tentaram duas vezes, sem sucesso, organizar passeatas até a sede central do CNE em Caracas, mas foram bloqueados por policiais e militares, situações que provocaram conflitos.

O objetivo da oposição era exigir do CNE que não adiasse a revisão das assinaturas apresentadas em 2 de maio para ativar o referendo, primeiro passo de um longo e complexo processo para revogar o mandato de Maduro. Esta fase terminará em 2 de junho.

"Este conflito não vai ser o que Maduro disser, ou o que a MUD disser, será o que o povo disser. Por isso estamos clamando pela convocação do revogatório, porque queremos uma solução construída com os votos do povo, e não um desenlace com o sangue do povo", afirmou Torrealba.

As mobilizações são consideradas pela MUD sua principal arma de pressão para a consulta que pretende afastar Maduro, eleito para um mandato de seis anos, que termina em 2019.

Mudança de governo
O protesto de 11 de maio reuniu mil pessoas e uma semana depois o número dobrou. As cifras modestas chamam a atenção, já que sete em cada 10 venezuelanos são favoráveis a uma mudança de governo, segundo a empresa Datanális.

O cientista político Héctor Briceño explica que, após 17 anos no poder, o chavismo conseguiu controlar as mobilizações.

Além disso, especialmente nos setores populares, está presente na memória o 'Caracazo', uma violenta explosão social em 1989 que, segundo o analista, se tornou um "muro de contenção".

Em contraste com a escassa participação nas passeatas, a MUD afirma ter reunido 1,8 milhão de assinaturas em apenas cinco dias para pedir a ativação do referendo revogatório, um número nove vezes superior ao exigido.

Mal-estar
As mobilizações acontecem em um cenário de mal-estar social com a severa escassez de alimentos e remédios, além de uma inflação projetada de 700%, de acordo com o FMI, para 2016.

Além disso, o país sofre com cortes cotidianos de energia elétrica e água, além dos altos índices de criminalidade.

Briceño vê uma convergência progressiva entre o protesto político e as demandas sociais.

Revogatório 'impossível' em 2016
O governo descarta a possibilidade de um referendo revogatório em 2016, alegando que os prazos legais não permitem o que a oposição deseja.

"Este ano é impossível", advertiu o número dois do chavismo, Diosdado Cabello, que ressalta que a MUD sabe disso, mas insiste para justificar uma escalada violenta quando o CNE fechar as portas à ideia.

Se a consulta acontecer depois de 10 de janeiro de 2017, quando o mandato presidencial completa quatro anos, e Maduro for derrotado, os dois anos restantes serão completados pelo vice-presidente, designado pelo chefe de Estado. Se o referendo acontecer este ano e o chavismo for derrotado, novas eleições serão convocadas.

Maduro, que critica a ofensiva da oposição para interromper seu mandato e alega ainda uma "ameaça" de intervenção estrangeira, decretou estado de exceção em 13 de maio.

12 de fev. de 2016

Teoria diz que Zika Vírus foi criado para Controle Populacional e mostra venda em site

teoria vem sendo discutida e difundida por vários portais pela web e mostram a fonte do site da ATCC, que de fato, vende o zica virus diretamente de seu portal na internet.

Veja abaixo o artigo detalhado sobre o assunto, produzido pelo portal Tô no Cosmos:
‘Notícias recentes sobre o Zika Vírus tem deixado a população em estado alarmante, mais do que a própria doença que já está um caos total pelo mundo, principalmente no Brasil.
O vírus que foi descoberto em 1947, na verdade não foi descoberto de maneira natural, e sim pela bilionária Fundação Rockfeller, em uma pesquisa em um macaco, fazendo muitos acreditarem que fora o resultado de algum tipo de experimento.
Desde então, casos do Zika foram extremamente raros, porém nos últimos anos a número de casos se tornou alarmante na América do Sul, especialmente no Brasil.
mapa zika - To no Cosmos
Curiosamente, essa epidemia no Brasil coincide com os mosquitos geneticamente modificados em 2012, pela companhia britânica Oxitec. Não apenas a epidemia começou após a liberação dos mosquitos de laboratório, como também ocorreu na mesma área.
Coincidência? Uma das teorias envolve o interesse em controle populacional, relação com a indústria das vacinas e Bill Gates, o fundador da Microsoft e, curiosamente, dono da Oxitec, a empresa que realiza os testes dos mosquitos geneticamente modificados no Brasil. A teoria afirma que a melhor maneira de realizar um controle da população seria atingindo mulheres grávidas, gerando uma predisposição ao vírus com a ministração de “vacinas” suspeitas. 
Obviamente, eles alegam que a vacina é vendida apenas para fins científicos, caso contrário não poderia ser vendida. Já o que quem comprar fará, é outra história.
Para os que acham que não passa de uma teoria conspiracionista, a imagem abaixo mostra o produto sendo vendido no site da ATCC, com a referida origem em 1947, e a fonte sendo de um experimento em um macaco na Uganda.
zika venda - To no Cosmos
No final de 2014, o governo brasileiro acrescentou a vacina de dTpa (tétano, difteria e coqueluche) à lista de vacinações de rotina para mulheres grávidas.
A vacinação de dTpa nunca foi comprovada segura para uso durante a gravidez. Na verdade, dTpa é classificada pela FDA (reguladora de alimentos e medicamentos dos EUA) como uma droga de classe C, ou seja, não é uma escolha segura durante a gravidez. O Zika vírus eclodiu no Brasil em 2015, um ano após a vacinação.
OBS.: Sempre há os que não acreditam em nada, e aqueles que acreditam em tudo, e para equilibrar essa balança sabemos tudo tem que ser pesquisado mais a fundo, para evitar ideias errôneas.
No site AntiMedia.org, vemos que falaram sobre o fato da Oxitec ter lançado os mosquitos no Brasil e logo após ocorrer os surtos. Já o site LiveSciencie, falou sobre os mosquitos serem uma solução para acabar com o vírus que já era existente nos locais.
Cabe a cada um entender e assimilar o que achar mais conveniente, porém a verdade permanecerá a que nos contam ou que a nos omitem.’

15 de out. de 2015

Governo Limita Farmácia Popular e Acaba o Tarja Preta da Dilma



Recentes medidas de contenção de despesas levaram ao corte do programa Farmácia Popular. Como consequência, o tarja preta usado pela Presidenta Dilma não foi comprado e a tia deu uma pirada básica no 12º Congresso da Central Única dos Trabalhadores (CUT), em São Paulo, na noite de terça-feira (13).

Dilma disse, entre outras coisas: “Quem tem força moral, reputação ilibada e biografia limpa suficientes para atacar a minha honra?”.

Quando parecia que não ia piorar, ela continuou com as bravatas e autoelogios, chegando a ensaiar uma dancinha ao cantar o grande hit da banda de funk “Os Avassaladores”: “Sou foda na cama eu te esculacho / Na sala ou no quarto / Pedalando no Planalto / Meu governo é sinistro / Sou foda pra escolher ministro”.

O psiquiatra da Presidenta disse que ela tinha apresentado melhoras desde os tristes episódios do acúmulo de vento, mas que este acontecimento mais recente mostra que ainda falta muito para a estabilização da paciente.

“Por sorte, quem governa é o Lula e o PMDB, então a maluquice da Dilma não tem efeitos práticos sobre o país”.

Convidado a comentar a maluquice de sua preposta, Lula se limitou a perguntar: “Que porra é inibada biografia? É de comer? ”

9 de jun. de 2015

Vice-presidente da Fifa desviou mais de R$ 2 milhões das vítimas de terremoto no Haiti, revela jornal

Segundo investigações do FBI, Jack Warner ficou com 750 mil dólares

 



Os escândalos de corrupção envolvendo membro da Fifa ganham novos capítulos a cada dia. Segundo informação publicada nesta terça-feira (9) pelo jornal O Estado de S. Paulo, Jack Warner, vice-presidente da entidade até o ano de 2011, é o principal suspeito de ter desviado mais de R$ 2 milhões doados para as vítimas do terremoto no Haiti, tragédia esta que afetou 3 milhões de pessoas e deixou mais de 200 mil mortos. 
Terremoto no Haiti completa cinco anos e Brasil manifesta solidariedade
Em janeiro de 2010, quando o terremoto assolou o Haiti, a Fifa anunciou o envio de 250 mil dólares para ajudar as vítimas e, principalmente, o futebol local, também afetado pelo desastre natural. A doação foi completada por parceiros sul-coreanos, que chegaram a um montante de US$ 1 milhão. O dinheiro arrecadado, que serviria para revitalizar a Federação de Futebol do país, totalmente destruída pelo terremoto, e auxiliar algumas equipes e projetos sociais, contudo, acabou sendo desviado pelos cartolas locais, sendo que US$ 750 mil ficou com Warner, então presidente da Confederação de Futebol da América do Norte e América Central, responsável pelo Haiti.
De acordo com a investigação do FBI, detalhada pelo jornal paulista, o dinheiro foi enviado a contas pessoais de Warner. "Os recursos foram colocados sob a direção de Warner e, ao final, colocados para seu uso pessoal", indicou o Departamento de Justiça dos EUA.
Acusado de desvio das doações desde 2012, Warner chegou a produzir um informe que suspostamente mostraria o uso do dinheiro em favor do Haiti. A Federação Haitiana de Futebol, no entanto, contestou todos os dados, alegando ter recebido apenas 5 mil de dólares para o tratamento médico de um dos seus dirigentes.
Livre da prisão
Ex-presidente da Concacaf, o dirigente se entregou no fim do mês passado à polícia de Trinidad e Tobago logo após o Departamento de Justiça dos Estados Unidos solicitar ao país caribenho a sua prisão. Horas depois, contudo, ele foi liberado após pagar fiança de 2,5 milhões de dólares.


 

28 de mai. de 2015

Estamos dando hoje um cartão vermelho para a Fifa, diz chefe da Receita dos EUA



"Estamos dando hoje um cartão vermelho para a Fifa", afirmou o chefe de investigações criminais da Receita Federal dos Estados Unidos (IRS, na sigla em inglês), Richard Weber, em uma entrevista coletiva nesta quarta-feira ao comentar a investigação sobre um esquema de corrupção de dirigentes da entidade, com operações irregulares em várias competições, países e acordos com empresas de marketing. "Este (esquema) é a Copa do Mundo da fraude", disse ele.

Na coletiva, com mais de 100 jornalistas de todo o mundo, as autoridades afirmaram que as investigações são de um esquema de corrupção, extorsão e fraudes, que desviaram mais de US$ 150 milhões, segundo a procuradora-geral dos Estados Unidos, Loretta Lynch. "O objetivo das investigações é pôr um fim a este esquema", disse ela, ressaltando que as fraudes e irregularidades se estendem por mais de duas décadas, começando em 1991. Um único executivo da Fifa teria embolsado sozinho US$ 2 milhões em propinas, disse ela na sua apresentação. Além disso, ela ressaltou que a escolha da África do Sul para sediar a Copa do Mundo de 2010 teve o processo "corrompido".

O esquema de corrupção é sistêmico, abundante e com raízes fortes tanto nos Estados Unidos como no exterior, de acordo com a procuradora, que destacou que o esquema envolve ao menos duas gerações de executivos do futebol, que usaram suas posições privilegiadas na Fifa para receber "milhões de dólares" em propinas e definir a organização de torneios e suas cidades sedes, além de conseguir contratos milionários com patrocinadores. "A principal vítima é o futebol", disse a procuradora.

BANCOS - O Procurador-Geral de Nova York, Kelly Currie, afirmou na mesma entrevista que muito dessas propinas e lavagem de dinheiro passaram por bancos dos Estados Unidos e muitos destes recursos foram parar em paraísos fiscais e países como Suíça e Hong Kong. Questionando por jornalistas sobre os nomes dos bancos envolvidos, Currie preferiu não citar nomes. "Quero ser bem claro. Este é o começo, não o final das investigações", ressaltou. "Nosso objetivo é livrar o futebol internacional desse tipo de corrupção."

24 de jan. de 2015

Com escassez, Venezuela sofre com roubos a cargas de comida

Escassez geral de bens, causada pela restrição na disponibilidade de dólares para importação, piorou nos últimos meses



Ladrões e saqueadores estão perseguindo caminhões com carregamentos de comida por toda Venezuela, em mais um sinal do agravamento da escassez de produtos que tem tornado alguns itens básicos, como farinha e carne de frango, em cargas cobiçadas.

A situação fez com que as entregas de alimentos se tornassem cada vez mais arriscadas, levando à instalação de localizadores via satélite em caminhões e, em alguns caso, à contratação de escolta de seguranças privados.A criminalidade tem assolado há muito as ruas e lojas na Venezuela, país que possui um das maiores taxas de homicídio do mundo. Mas a escassez geral de bens, causada pela restrição na disponibilidade de dólares para importação, tem piorado desde o ano novo.

"Não vou mais transportar comida porque as ruas estão muito perigosas", disse Orlando Garcia, um motorista de 37 anos natural do Estado de Tachira, no oeste do país, que já foi abordado duas vezes enquanto atravessava o país.

"Eles colocam pregos na estrada (para estourar os pneus) e quando paramos para consertar o pneu eles atacam você", disse Garcia, que agora se recusa a trabalhar depois da meia-noite e vai transportar apenas itens de plástico.

Filas que dão a volta em quarteirões são agora comuns por todo o país exportador de petróleo. Tropas da Guarda Nacional Armada foram mobilizadas para manter a ordem, mas a frustração infla rapidamente depois de horas de espera sob o sol caribenho.

"Tornou-se um problema de segurança trazer caminhões até grandes lojas de supermercado", disse Arsenio Manzanares, líder do sindicato venezuelano de caminhoneiros.

"Isso não costumava ser um problema, mas agora com essas filas, as pessoas veem um caminhão e vão em cima", acrescentou.

A mídia local tem noticiado uma série de roubos de comida neste mês em Caracas, um deles realizado por quatro homens armados que roubaram atum enlatado, farinha de milho e açucar refinado.

O presidente Nicolás Maduro culpa a escassez a uma "guerra econômica" conduzida por inimigos de direita que tentam derrubar seu governo socialista. Nesta semana, ele anunciou mais uma repressão contra estoquistas e contrabandistas que vendem bens com preços fixados pelo governo para a Colômbia com alta margem de lucro.

Líderes da indústria e motoristas dizem que a escassez tem sido exacerbada pelo corte das entregas noturnas por razões como a falta segurança, a falta de pneus e baterias para caminhões devido ao impacto do controle de divisas e as estradas em má conservação.

"Já me roubaram cinco vezes", disse o caminhoneiro José Alexaner Rincón, de 39 anos, também natural de Tachira. "Estou nervoso. É mais perigoso durante o dia, mas não tenho alternativa."

23 de jan. de 2015

Brasil perde poder de voto na Tribunal Penal Internacional da ONU

País acumulou uma dívida de US$6 milhões com a corte sediada em Haia.



Mais uma situação complicada para a diplomacia brasileira. Segundo o Estadão, os cortes orçamentários sofridos pelo Ministério de Relações Exteriores fizeram com que o país acumulasse uma dívida de US$ 6 milhões na corte de Haia. Segundo o regulamento da ONU, países que acumulam dívidas, perdem temporariamente seu poder de voto. É a primeira vez que o Itamaraty sofre essa suspenção.

A dívida do Brasil com a ONU em 2014 chegava a US$ 170 milhões e US$14 milhões com a Unesco.

Japão aguarda com angústia notícias sobre reféns do Estado Islâmico



O governo de Tóquio tentava nesta sexta-feira dissuadir o Estado Islâmico de matar dois reféns japoneses, horas depois do fim do prazo para o pagamento de um resgate, e à espera de um comunicado iminente anunciado por um porta-voz do grupo jihadista.

"Não houve nenhuma mensagem" do EI, declarou à imprensa o porta-voz do governo Yoshihide Suga, reconhecendo que a situação é muito tensa. O ultimato de 72 horas expirou às 14h50 locais (03h50 de Brasília).

O destino de Haruna Yukawa e Kenji Goto continuava sendo uma incógnita.

A rede de televisão pública japonesa NHK, que entrou em contato pela internet com um suposto porta-voz do EI, divulgou nesta sexta-feira um trecho de uma conversa na qual seu interlocutor afirmava que mais tarde será divulgado um comunicado.

Pela manhã, a mãe do jornalista independente Kenji Goto, sequestrado pelo EI supostamente no fim de outubro, pediu às autoridades japonesas que ajudadem seu filho. "Suplico, senhores do governo, por favor, salvem a vida de Kenji", declarou Junko Ishido em um comunicado.

"Não é um inimigo do Islã", acrescentou dirigindo-se aos jihadistas.

O ministro das Relações Exteriores, Fumio Kishida, não quis responder sobre os contatos com o EI e ressaltou que "o governo seguia mandando mensagens por todos os meios" para se fazer ouvir.

"O que devemos fazer é utilizar todos os canais para reunir a informação necessária para libertar os reféns", insistiu Suga, repetindo que o Japão "não cederá às ameaças terroristas".

O primeiro-ministro, Shinzo Abe, e o titular das Relações Exteriores pediram ajuda a Estados Unidos, Grã-Bretanha, França, Jordânia, Turquia, Egito, Austrália e Itália para libertar os reféns.

A comunidade internacional pressiona Tóquio para não pagar a totalidade nem uma parte dos 200 milhões de dólares.

Um islamólogo japonês, Jo Nakata, que afirma ter vínculos com o Estado Islâmico, propôs nesta quinta-feira sua mediação ao governo e, se expressando em árabe, pediu que os jihadistas prorroguem o prazo.


O primeiro refém, Haruna Yukawa, um homem de 42 anos que dizia realizar missões de segurança, foi sequestrado e maltratado na Síria por militantes islamitas em agosto, segundo um vídeo publicado na internet.

O segundo, Kenji Goto, nascido em 1967, é um jornalista independente que fornecia reportagens sobre o Oriente Médio às televisões japonesas e também era ativo nas causas humanitárias. Entrou na zona controlada pelo EI no fim de outubro e não voltou a dar notícias.

Em um vídeo produzido pouco antes, explicava que partia em busca de Yukawa, a quem conhecia. Sua esposa recebeu em novembro e-mails que exigiam o pagamento de um resgate.

O Japão, um aliado dos Estados Unidos e que contribuiu na luta contra o jihadismo, é considerado pelos extremistas um dos países que os combate, embora não participe de ações militares.

"Os japoneses são infiéis que lutam contra o Estado Islâmico", insistiu o porta-voz contactado pela NHK.

Cerca de 20 países da coalizão internacional contra o EI examinaram na quinta-feira em Londres suas operações no Iraque e na Síria.

"O Daesh (acrônimo árabe de Estado Islâmico) não é simplesmente um problema sírio, não é um problema iraquiano, o Daesh é um problema mundial", declarou em Londres o secretário americano de Estado, John Kerry.

Com R$ 215, embaixada do Brasil em Benin, na África, está sem luz e água

Com apenas US$ 83 (R$ 215, na cotação de hoje) em caixa, a embaixada cortou radicalmente as despesas



O embaixador brasileiro em Benin, na África, tirou dinheiro do próprio bolso para pagar as contas de água e luz da representação diplomática. O estado de penúria, que envolve banhos com auxílio de canecas e uso de velas e lanternas, foi relatado em um telegrama enviado ao Itamaraty. Embaixadas do Brasil em Tóquio, Lisboa, Guiana e Estados Unidos também apresentam indícios do mesmo problema, conforme relatos.

No comunicado enviado da África, assinado pelo encarregado de negócios, João Carlos Falzeta Zanini, o diplomata brasileiro acrescenta que o pagamento da tarifa de energia foi feito em novembro. "Já tinha me valido dessa alternativa para pagar a fatura de telefone que também estava atrasada. Ante a perspectiva de corte do serviço de internet no próximo 24 de janeiro, entendo que deverei também adiantar o pagamento", disse.

Com apenas US$ 83 (R$ 215, na cotação de hoje) em caixa, a embaixada cortou radicalmente as despesas. Os serviços de manutenção da residência não foram realizados. Chamadas para celular de todos os aparelhos foram cortadas. Produtos de limpeza, de escritório e café estão racionados.

O acúmulo de dívidas prejudicou até o banho dos moradores da embaixada. A bomba que abastece o andar superior quebrou e sem dinheiro para os reparos, o embaixador deve de apelar: comprou galões de água e passou a tomar banho com auxílio de uma caneca.

Os recursos deixaram de ser repassados pelo governo há 50 dias. Para quitar os débitos, é necessário o depósito de US$ 9.941,74 (R$ 25.809,75, na cotação de hoje).

Com a alta no preço dos combustíveis, os carros oficias ficaram parados e foram substituídos por uma moto, mais econômica. No entanto, a falta de diesel também afeta os geradores responsáveis por fornecer energia alternativa à embaixada.

Sem abastecimento de energia, o embaixador teve de reduzir as atividades rotineiras e liberar os funcionários. "No que toca à residência, o gerador já está inativo há cerca de três semanas. Quando há oscilação na rede, o que ocorre praticamente todos os dias por uma ou duas horas, valho-me de velas e de lanterna", salientou. O gasto semanal para o abastecimento dos geradores da chancelaria e da residência está estimado em aproximadamente U$ 180,00 (R$ 467,30).

O telegrama também destaca os riscos de malária, uma vez que a região de Benin registra altos índices da doença. "O ar-condicionado serve de poderoso inibidor da proliferação do mosquito. Quando o fornecimento de energia é interrompido e os aparelhos de ar-condicionado desligados, utilizo inseticidas para amenizar".

Em nota, o Ministério das Relações Exteriores afirmou que os recursos para a manutenção do Posto referentes ao mês de dezembro foram liberados hoje, após o processamento de repasse financeiro do Tesouro.

Papa alerta segurança do Vaticano para 'sombras e perigos'




O papa Francisco fez um alerta, nesta quinta-feira, às autoridades italianas responsáveis pela segurança do Vaticano, no momento em que a Europa se mantém em vigilância frente à possibilidade de atentados.

Em um discurso às autoridades e aos agentes encarregados da segurança do Vaticano, o papa argentino lembrou-lhes que sua tarefa é "vigiar e controlar lugares importantes para a fé e para a vida de milhões de peregrinos".

Durante seu tradicional discurso por ocasião do novo ano, Francisco admitiu que, "no horizonte, vemos sombras e perigos que preocupam a humanidade".

Ele os convidou, porém, "a não perderem a esperança" e a se tornaram ponto de referência para as centenas de fiéis e de turistas visitam o Vaticano diariamente.

"Que todo mundo possa se sentir ajudado e protegido por sua presença e por seu cuidado", pediu.

Sem confirmar se recebeu ameaças diretas de grupos radicais islâmicos, o pontífice pediu aos agentes que trabalham em colaboração com a Guarda Suíça na vigilância do Vaticano que "não desanimem" diante do que possa acontecer.

Em declaração à imprensa durante o voo de regresso do Sri Lanka e das Filipinas, Francisco disse que "não tem medo de morrer" em um atentado e que o que mais o preocupa são os fiéis.

Após o ataque em 7 de janeiro ao jornal satírico francês "Charlie Hebdo", o governo italiano decidiu reforçar a vigilância de alvos sensíveis, entre eles a sede de vários jornais e as entradas para o Vaticano. Além disso, anunciou que também prepara normas contra o terrorismo.

22 de jan. de 2015

Diplomata brasileiro morre ao contrair malária

Byron Amaral servia na Nigéria quando contraiu a doença.



Falamos aqui sobre a situação alarmante de algumas representações diplomáticas, que ficaram até mesmo sem luz e água por conta da escassez de recursos repassados pelo Ministério de Relações Exteriores. Mas parece que a situação é um pouco mais crítica. De acordo com o jornalO Globo, o diplomata Byron Amaral morreu ao contrair Malária enquanto estava em serviço em Abuja, capital da Nigéria. Byron morreu em outubro, mas a causa da morte foi confirmada apenas em janeiro.

Esse não é o primeiro caso de morte por malária entre os diplomatas. Em 2002, morreu Berenice de Araújo que contraiu a doença em Guiné Equatorial e em 2001, Milena Oliveira de Medeiros faleceu também em Guiné Equatorial.

Na terça-feira, o sinditamaraty (sindicato de servidores do Itamaraty) protocolou um ofício pedindo providências para que sejam evitados outros casos de malária. De acordo com o ofício, a leitura de folhetos explicativos não tem sido eficaz para evitar a contaminação.

21 de jan. de 2015

Acusado de roubo na Bolívia morre de frio após ser amarrado a árvore




Um homem que teria cometido um roubo dentro de uma casa no departamento boliviano de Chuquisaca (centro-sul) morreu possivelmente por hipotermia depois de ter sido amarrado a uma árvore por moradores da região, informou nesta terça-feira o fiscal departamental, Roberto Ramírez.

Em declarações a rádio "Erbol", ele disse que o caso aconteceu no domingo na região de Culpina, onde o homem foi surpreendido roubando uma casa junto a outras duas pessoas que conseguiram escapar.

Depois disso, o indivíduo foi amarrado a uma árvore e agredido pelos moradores, que o deixaram preso no mesmo lugar. Horas mais tarde, policiais conseguiram retirar o corpo do local.

Os linchamentos de supostos criminosos na Bolívia são frequentes e, segundo advertiram especialistas juristas, mostram que no país rege uma pena de morte aplicada por multidões.

A população sempre argumenta que aplica a chamada justiça comunitária indígena, reconhecida na Constituição que rege na Bolívia desde 2009, mas que não estabelece nem ampara a pena de morte ou os castigos físicos.

Autoridades bolivianas e organismos internacionais, entre eles a ONU, mostram preocupação com estes atos que a polícia não consegue conter, já que muitos acontecem em zonas rurais nas quais mal há agentes que possam enfrentar às multidões furiosas.

Segundo organizações de defesa dos direitos humanos, a Bolívia registra de dez a 20 casos de linchamentos com morte a cada ano e um número ainda maior de tentativas. EFE

19 de jan. de 2015

A presidente que chora pela morte de um traficante e ignora mortes diárias de heróis





A morte de um traficante

A famigerada notícia da morte do brasileiro Marco Archer condenado por tráfico na Indonésia, fato que se deu quando Marco foi preso em 2003 no aeroporto do país em questão com posse de cerca de 13 krs de cocaína. De acordo com as leis da Indonésia o tráfico de drogas é condenado com a pena de morte por fuzilamento. Em 2004 ele foi condenado e dia 17 de janeiro de 2015 sua pena foi executada. Marco foi fuzilado.

O caso alcançou repercussão nacional e o traficante passou de infrator da lei para uma vítima do governo da Indonésia. O governo brasileiro através de Dilma pessoalmente tentou contato por telefone diariamente na ultima semana até que na sexta-feira conseguiu falar com o presidente Joko Widodo, da Indonésia, a presidente brasileira pediu clemencia para Marco mas não teve seu pedido atendido por Joko, que manteve a pena do brasileiro.

Após a morte de Marco Dilma lançou uma nota oficial, a qual postou também em seu facebook oficial falando de seu pesar pela morte de Marco Archer, o traficante brasileiro, que sabia dos riscos que corria e da dureza das leis da Indonésia e mesmo assim assumiu o risco de transportar drogas para aquele país. Dilma demonstrou consternação e irritação com a morte de Marco, disse que chamou o Consul brasileiro na Indonésia para consulta e deixou claro que a relação entre os dois países foi abalada com o fato.

A morte de um herói

Policiais, desprezados pela sociedade, sucateados pelo governo, heróis por excelência, diariamente saem às ruas de um dos países mais violentos do mundo para proteger aqueles que tanto os apedrejam, aqueles que tantos os criticam mas tem sempre o 190 na ponta da língua. Daquele país que tem como governantes pessoas que deveriam prezar pelo bem da sociedade e por seus guardiães, mas preferem se preocupar em corromper a democracia, em roubar do povo e em defender bandidos.

Nenhum policial estampou a página da presidente com um pesar por sua morte ou uma gratidão por salvar uma vida, nenhum policial foi responsável por uma nota oficial da presidência da república. Mas cada policial é um herói por excelência, porque mesmo com o risco da própria vida continua diuturnamente saindo de suas casas e suas famílias para salvar as vidas daqueles que tanto os perseguem e apedrejam. Agora mesmo um herói de farda está morrendo para salvar vidas, agora mesmo um país chora, não por este herói, que dificilmente será lembrado, mas por bandidos presos, por bandidos mortos, por personagens de novela que não tiveram um final feliz, por um traficante internacional que pagou pelo erro que cometeu. Esse é um país chamado Brasil.

18 de jan. de 2015

Presidente uruguaio surpreende ao dar carona a operário em uma estrada




Um homem que pedia carona em uma pequena localidade do sudoeste do Uruguai tomou um grande susto ao notar que a pessoa do carro que parou para ajudá-lo era simplesmente o presidente uruguaio José 'Pepe' Mujica.

Em 5 de janeiro passado, Gerhald Acosta não pôde entrar na fábrica em que trabalhava porque seu cartão de identidade estava vencido. Por isso, teve de voltar para casa e, como o sol estava muito forte para caminhar, resolveu parar na beira da estrada e pedir carona, segundo contou ao jornal El Observador.

Logo, uma van com placa oficial e um carro que vinha atrás pararam e o motorista perguntou para Acosta para onde ia.

"Contei o que havia acontecido e ele disse que me levaria", relatou o caronista. Ao entrar no carro, ele reconheceu que a mulher no banco de passageiro era Lucía Topolansky, senadora e esposa de Mujica, junto também estava a cadelinha do casal, Manuela. "Não pude acreditar que o presidente estava me dando carona!", acrescentou.

"A viagem foi curta, mas eles foram muito amáveis. Perdi um dia de trabalho, mas valeu a pena pela experiência", contou ainda.

A história se tornou pública porque Acosta postou fotos no Facebook junto ao casou presidencial.

O "soco" do Papa sacode católicos e laicos




O surpreendente comentário do Papa Francisco de que daria um "soco" em quem ofendesse a sua mãe, provocou polêmica entre católicos e ateus e abriu um debate na Itália sobre uma possível justificativa ao ataque à revista satírica francesa Charlie Hebdo.

"Matar em nome de Deus é uma aberração. Mas também não podemos provocar nem insultar a fé dos outros. Se um grande amigo fala mal da minha mãe, ele pode esperar um soco, e isso é normal", declarou Francisco na quinta-feira a jornalistas.

As palavras do Papa, pronunciadas após condenar pela segunda vez o atentado na semana passada contra a revista, em que 12 pessoas morreram, provocaram as mais diversas reações.

"Foi uma saída pouco católica, mas muito simpática", comentou o filósofo italiano Massimo Cacciari.

A ideia do soco, que gerou risos entre os jornalistas presentes, foi pronunciada como um exemplo concreto e "em tom coloquial" para explicar a complexidade do problema, esclareceu, por sua vez, o Vaticano.

Contudo, o que os jornalistas entenderam como sua forma particularmente espontânea de falar, gerou debate na Itália.

"O Papa expressou a impossibilidade neste século de dar a outra face e respeitar o desejo evangélico de amar o próprio inimigo", comentou o ateu Massimo Cacciari, ex-prefeito de Veneza.

"O Papa buscou o efeito humano, talvez tenha sido demasiado humano", disse ele em declarações à página Católica Vatican Insider.

"Eu não posso fazer piada com a religião. E este é o limite. Eu coloquei este exemplo do limite para dizer que na liberdade de expressão há limites, como no exemplo da minha mãe", declarou o próprio pontífice aos jornalistas.

Jornalistas têm passaportes apreendidos na Indonésia




O repórter da TV Globo, Márcio Gomes, e um cinegrafista da mesma empresa, tiveram seus passaportes apreendidos pelas autoridades da Indonésia, segundo informações do Itamaraty.

Os jornalistas estavam em Cilape, no local onde balsas saem para a ilha de Nusakambangan, onde o brasileiro Marco Archer e outras cinco pessoas seriam executados neste sábado, condenados por tráfico de drogas.

"Os diplomatas em Jacarta estão negociando a normalização da situação", informou o Itamaraty. O Ministério das Relações Exteriores não soube informar se os profissionais poderão continuar trabalhando após receberem de volta seus passaportes. "Depende do que as autoridades indonésias vão determinar", informou o Ministério.

Os jornalistas brasileiros foram abordados quando faziam filmagens no porto, sob a justificativa de que se tratava de uma área restrita.

Segundo o Itamaraty, as autoridades indonésias farão um briefing a advogados e parentes dos sentenciados sobre a execução.

17 de jan. de 2015

Condenado por tráfico na Indonésia, brasileiro Marco Archer é executado




O brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira, de 53 anos, foi executado na madrugada deste domingo (18) na Indonésia– 15h31 deste sábado (17), pelo horário de Brasília. O método de execução de condenados à pena de morte no país é o fuzilamento.

O instrutor de voo livre havia sido preso em 2004, ao tentar entrar na Indonésia com 13 quilos de cocaína escondidos nos tubos de uma asa delta. A droga foi descoberta pelo raio-x, no Aeroporto Internacional de Jacarta. Archer conseguiu fugir do aeroporto, mas duas semanas depois acabou preso novamente. A Indonésia pune o tráfico de drogas com pena de morte.

Além do brasileiro, foram executados na ilha de Nusakambangan, Ang Kiem Soe, um cidadão holandês; Namaona Denis, um residente do Malawi; Daniel Enemuo, nigeriano, e uma cidadã indonésia, Rani Andriani. Outra vietnamita, Tran Thi Bich Hanh, foi executada em Boyolali, na Ilha de Java.

A presidente Dilma Rousseff divulgou nota em que disse estar “consternada e indignada”com a execução do brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira na Indonésia. O embaixador do Brasil em Jacarta, segundo a nota, será chamado para consultas.

Na linguagem diplomática, chamar um embaixador para consultas representa uma espécie de agravo ao país no qual está o embaixador. Na sexta-feira, a presidente Dilma fez um apelo por telefone ao governante da Indonésia, Joko Widodo, para poupar a vida de Archer, mas não foi atendida. Widodo respondeu que não poderia reverter a sentença de morte imposta a Archer, “pois todos os trâmites jurídicos foram seguidos conforme a lei indonésia e aos brasileiros foi garantido o devido processo legal”, segundo nota da Presidência.

Antes da execução, em entrevista à GloboNews, o ex-cônsul do Brasil em Bali Renato Vianna explicou que Archer e os demais condenados à morte seriam transferidos para um lugar próximo à penitenciária e depois fuzilados por 12 atiradores.

Questionado sobre outros brasileiros anteriormente condenados pelo mesmo motivo na Indonésia e que conseguiram se livrar da pena de morte, Vianna destacou que, no período, as penas não eram tão rígidas com relação às drogas. Explicou ainda que a legislação foi mudada há uns 15 anos.

"A Indonésia é um país tranquilo, bem aberto, mas eles são muito restritos com relação às drogas. Se a pessoa for pega com um cigarro de maconha, ela vai ser presa e está arriscada a passar até oito anos na cadeia", afirmou. Ele acrescentou que há 138 pessoas para serem executadas – metade são estrangeiras.

As leis da Indonésia contra crimes relacionados a drogas estão entre as mais rígidas do mundo e contam com o apoio da população. "Com isso [as execuções], mandamos uma mensagem clara para os membros dos cartéis do narcotráfico. Não há clemência para os traficantes", relatou à imprensa local Muhammad Prasetyo, procurador-geral da Indonésia.

Além de Marco Archer, outro brasileiro aguarda no corredor da morte da Indonésia, o paranaense Rodrigo Muxfeldt Gularte, também por tráfico de cocaína.

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