O doleiro Alberto Youssef, que foi internado na tarde de sábado (25) no Hospital Santa Cruz, em Curitiba, recebeu alta na manhã desta quarta-feira, de acordo com boletim assinado pelo cardiologista responsável pelo caso. Por volta das 08h30, ele foi liberado pela equipe médica e saiu levado pela viatura da Polícia Federal. Youssef seguiu para a carceragem da instituição na capital paranaense e permanece na Superintendência Regional, onde está preso desde março deste ano.
De acordo com os últimos boletins divulgados até a tarde de ontem, ele passou por sessões de fisioterapia e vinha mantendo quadro clínico estável após sofrer uma forte queda de pressão no último fim de semana. Esta foi a terceira vez que o doleiro foi encaminhado a uma unidade hospitalar depois de sua prisão.
O depoimento de Youssef na CPMI da Petrobras, inicialmente marcado para esta quarta-feira, foi cancelado pelo senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), presidente da Comissão. O parlamentar afirmou que, mesmo que o doleiro não estivesse internado, a dispensa de seu depoimento ainda teria acontecido.
Youssef foi preso durante a operação Lava Jato, da Polícia Federal, que investiga corrupção e desvio de recursos da Petrobras. Ele fez uma cordo com a Justiça para delação premiada e tornou-se uma das principais testemunhas do processo, que trata de suposta distribuição de propinas ligadas à estatal para abastecer cofres de partidos, entre eles PT, PP e PMDB.
Boato de morte
Boato de morte
Com a internação do doleiro às vésperas da eleição, cresceram nas redes sociais e na internet boatos sobre seu estado de saúde. No primeiro momento, circularam boatos, ainda na madrugada de domingo, de que o doleiro havia sido envenenado. Uma falsa notícia sobre sua morte começou a correr nas redes sociais e na internet na manhã de domingo, quando a votação já havia começado. Tanto o hospital como o próprio ministro da Justiça, José Eduardo Martins Cardozo, tiveram de desmentir publicamente as falsas informações. Cardozo, aliás, disse que deve mandar investigar a origem e intenção dos boatos.
