
"O governo que se reelege não conta com prazos longos. Desde já, precisa dar sinais de mudanças na economia para superar uma crise que ameaça se agravar com a estagnação e a volta da inflação", diz. "Precisa dar também sinais de mudança na condução da política que, com ou sem reforma, precisa abandonar a prática de distribuir pedaços do Estado e privatizá-lo em nome de uma suposta governabilidade", completa a pessebista.
A ex-senadora afirma que, "agora que a eleição passou, certamente a presidente Dilma irá adotar em seu governo medidas que atacou durante a campanha". Marina, porém, não detalha quais seriam essas medidas. Para os próximos quatro anos de governo do PT, partido ao qual foi filiada por 24 anos, a ex-senadora defende o combate à corrupção, a melhoria na qualidade dos serviços públicos e a bandeira da sustentabilidade.
DESCONSTRUÇÃO
Marina afirma no vídeo que o processo eleitoral, que classifica como "duro e difícil", foi marcado pelo discurso da "desconstrução" e "intolerância". Ela foi vítima de uma campanha de ataques do PT que tinha como objetivo mostrar o que os petistas chamavam de "incoerência" da ex-senadora. Marina, com o rosto sério, cumprimentou a presidente pela reeleição e desejou que seu governo "atenda às necessidades da sociedade brasileira". Para ela, as mudanças devem sair do discurso e ir para a prática "nos processos, nas escolhas e nas atitudes".
Quando falou do tucano Aécio Neves, a quem declarou apoio no segundo turno, Marina sorriu e disse esperar que seu trabalho "seja orientado pelos sonhos contidos na expressiva votação que recebeu". A ex-senadora finaliza com a frase que marcou sua campanha. "A luta continua. Não vamos desistir do Brasil".