
A atuação “sui generis” de Eduardo Suplicy como senador fazia com que não se lhe aplicassem os critérios objetivos de avaliação. Não se admitia, por exemplo, a análise fria de projetos apresentados. Ele estava sempre acima de tudo, além das rotinas comezinhas e outros detalhes. Era um ícone.
Era nada, né? Apenas para certa turma (cuja maioria do contingente ocupa a imprensa). São aqueles que se convencionou denominar #jornas ou ainda #jornas13. Mas sigamos…
Suplicy tinha um projeto-base, chamado Renda Mínima Cidadã, que era aclamado por muitos (as aclamações eram ainda maiores quando ele finalmente parava de falar sobre isso, algo que ocorria depois de ao menos quarenta minutos de discurso não exatamente objetivo). Tal projeto exigiria como base a definição de “pobreza” (não valeria, p.ex., o critério atual do governo, segundo qual R$ 200/mês per capita colocam uma família na CLASSE MÉDIA).
Mas Dilma vetou. Não foi um veto parcial, não cortou apenas trechos. VETOU INTEGRALMENTE O PROJETO DE SUPLICY.
A militância fica na chamada SINUCA DE BICO. Porque ou bem o projeto era bom e a presidente errou, ou o projeto era um lixo (veto integral, lembrem!) e a presidente apenas fez o que deveria ser feito. Escolham aí uma resposta, porque só há essas duas opções.
E feliz ano novo, neste momento em especial a São Paulo, pois a partir de 2015 melhorará sua representação no senado.