9 de jun. de 2015

Vice-presidente da Fifa desviou mais de R$ 2 milhões das vítimas de terremoto no Haiti, revela jornal

Segundo investigações do FBI, Jack Warner ficou com 750 mil dólares

 



Os escândalos de corrupção envolvendo membro da Fifa ganham novos capítulos a cada dia. Segundo informação publicada nesta terça-feira (9) pelo jornal O Estado de S. Paulo, Jack Warner, vice-presidente da entidade até o ano de 2011, é o principal suspeito de ter desviado mais de R$ 2 milhões doados para as vítimas do terremoto no Haiti, tragédia esta que afetou 3 milhões de pessoas e deixou mais de 200 mil mortos. 
Terremoto no Haiti completa cinco anos e Brasil manifesta solidariedade
Em janeiro de 2010, quando o terremoto assolou o Haiti, a Fifa anunciou o envio de 250 mil dólares para ajudar as vítimas e, principalmente, o futebol local, também afetado pelo desastre natural. A doação foi completada por parceiros sul-coreanos, que chegaram a um montante de US$ 1 milhão. O dinheiro arrecadado, que serviria para revitalizar a Federação de Futebol do país, totalmente destruída pelo terremoto, e auxiliar algumas equipes e projetos sociais, contudo, acabou sendo desviado pelos cartolas locais, sendo que US$ 750 mil ficou com Warner, então presidente da Confederação de Futebol da América do Norte e América Central, responsável pelo Haiti.
De acordo com a investigação do FBI, detalhada pelo jornal paulista, o dinheiro foi enviado a contas pessoais de Warner. "Os recursos foram colocados sob a direção de Warner e, ao final, colocados para seu uso pessoal", indicou o Departamento de Justiça dos EUA.
Acusado de desvio das doações desde 2012, Warner chegou a produzir um informe que suspostamente mostraria o uso do dinheiro em favor do Haiti. A Federação Haitiana de Futebol, no entanto, contestou todos os dados, alegando ter recebido apenas 5 mil de dólares para o tratamento médico de um dos seus dirigentes.
Livre da prisão
Ex-presidente da Concacaf, o dirigente se entregou no fim do mês passado à polícia de Trinidad e Tobago logo após o Departamento de Justiça dos Estados Unidos solicitar ao país caribenho a sua prisão. Horas depois, contudo, ele foi liberado após pagar fiança de 2,5 milhões de dólares.


 
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