10 de nov. de 2014

Câmara adiou caso Vargas 1, 2, 3, 4, 5, 6 vezes



A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara já adiou a análise do pedido de cassação do mandato de André Vargas (ex-PT-PR) uma, duas, três, quatro, cinco, seis vezes… Para protegê-lo seus colegas adotam a tática do avestruz. Enfiam a cabeça no corporativismo e esvaziam as sessões. Dono de um fôlego de felino, Vargas pode obter sua sétima sobrevida em reunião marcada para as 14h30 desta terça (11).

Vargas tornara-se uma cassação esperando para acontecer quando se descobriu que ele pendurava viagens de jatinho na conta do doleiro Alberto Youssef, um dos protagonistas da Operação Lava Jato. Seu mandato revelou-se definitivamente de vidro depois da constatação de que tricotava, junto com Youssef, negócios no Ministério da Saúde.

O Conselho de Ética aprovou o encaminhamento do pedido de cassação de Vargas ao plenário da Câmara em 20 de agosto. Mas o amigo de Youssef recorreu à Comissão de Justiça. Ali, o deputado Sergio Zveiter (PSD-RJ) preparou um parecer favorável à cassação. Para decidir, a comissão precisaria reunir pelo menos 34 dos seus 66 membros. Mas o quórum mínimo vem sendo sistematicamente negado.

Vargas já decidiu: se a CCJ sonegar-lhe a sétima sobrevida —e a oitava, a nona, a decima…—, seus advogados recorrerão ao STF. Sob a falsa alegação de cerceamento do direito de defesa, pedirão a extinção do processo. Sabem que irão perder. Mas o objetivo é protelar.

André Vargas não perde por esperar. Ganha a perspectiva de chegar ao final do ano legislativo sem ser cassado. Nessa hipótese, mantém intactos os seus direitos políticos. E pode se candidatar em 2014. Um acinte.
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