
A nota de Lauro Jardim, em que pese a grande quantidade de leitores de seu blog, não pareceu importar para boa parte da imprensa. Mas deveria ser o contrário: um acordo de delação envolvendo a Camargo Corrêa, caso de fato aconteça, é um fato a explodir ainda mais o já inflamável Petrolão.
Aberto o precedente, e colhidas as provas e evidências (para a delação ser “premiada”, é necessário que sejam fatos relevantes para a investigação), as demais empresas poderão fazer o mesmo. E aí, certamente, a casa cai de vez. Considerando o que houve com Marcos Valério, que não usou a delação premiada, é até natural entender o porquê de agora muitos procurarem o referido instituto jurídico.
Alguns acham ruim, falam em “alcaguete” e outras coisas, mas a verdade é que isso é fundamental. Em alguns delitos, diante da natureza quase secreta e com nada documentado, a prova testemunhal – corroborada por fatos, indícios e evidências – é impreterível.
Que as demais empresas também delatem.